quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Transporte coletivo de Boa Vista não atende a demanda de passageiros

22/01/2013 - BV News

O transporte coletivo é o principal meio de transporte para muitas pessoas em Boa Vista. Cerca de 29 mil passageiros dependem desse serviço para se locomover entre trabalho, escola e outros destinos. Porém, a frota atual não atende a demanda com eficiência e a melhoria desse serviço é uma das metas da prefeita Teresa Sutita.


Entre os passageiros que utilizam o transporte coletivo 2.700 possuem gratuidade e 9.500 são estudantes. Atualmente, a empresa que presta serviços à Prefeitura dispõe de 75 veículos e 12 linhas em atividade, atendendo 53 bairros. Nos dias úteis os ônibus urbanos circulam com 100% de sua frota, com 6 veículos na reserva técnica. Aos sábados 40%, e nos domingos e feriados com 30 % da frota, ficando sempre o sobreaviso no caso de demanda de eventos relevantes.

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O presidente da Emhur Edgard Magalhães ressaltou que o projeto inclui um estudo minucioso para determinar a quantidade de pessoas que utilizam o transporte coletivo, táxi-lotação, horários de pico e rotas de ônibus.

"As melhorias no trânsito da capital incluem a organização do sistema de transporte coletivo e alternativo, oferecendo à população um serviço de qualidade que atenda às reais necessidades, assegurando as condições de mobilidade e acessibilidade urbana", afirmou Edgard.

Segundo o diretor interino de mobilidade urbana da Emhur, Natércio Dutra, a Prefeitura já está fazendo um estudo geral, sobre a situação de rotas, quantidade de veículos e a situação precária que eles se encontram. "Nosso objetivo é melhorar o transporte coletivo para as pessoas que dependem dele", disse Dutra.

A estudante Josinete Souza disse que a quantidade de veículos é baixa, refletindo no tempo de espera entre os ônibus da mesma linha. "Uso o transporte todos os dias para ir a universidade, e no horário de pico é um sufoco, demora muito. A situação atual que os coletivos se encontram também é ruim, estão velhos", lamentou.

Para a funcionária pública Rosa Sousa o transporte coletivo está abandonado. Ela afirma que a maioria dos veículos estão quebrados e não oferecem conforto. "Já passei por situações de estar indo para o trabalho e o ônibus quebrar no meio do trajeto. Isso é um absurdo, pagamos nossos impostos para ter direito a um transporte descente", falou.

Os veículos tem vida útil de 9 anos, um ônibus tradicional tem capacidade para 60 pessoas com assento para 30 usuários. Boa Vista possui apenas um veículo sanfonado, com capacidade ampliada para 120 lugares.

De 2001 a 2006, a quantidade de ônibus em circulação passou de 64 para 103 em Boa Vista, sendo 75 ônibus e 28 micro-ônibus. A capital era atendida por duas empresas. Veículos adaptados para cadeiras de rodas foram colocados em circulação e as empresas de ônibus adotaram o Boa Vista Card, bilhete eletrônico que substituiu o antigo vale-transporte.

Mobilidade e acessibilidade urbana

O projeto de mobilidade e acessibilidade urbana da capital prevê uma série de medidas e obras para facilitar a locomoção de pessoas com deficiências, melhorar o fluxo de veículos e reduzir a violência no trânsito.

Serão investidos na primeira etapa R$ 68 milhões, por meio de convênio com o Ministério das Cidades. Entre as medidas iniciais está o diagnóstico do fluxo de veículo nas principais avenidas da cidade, identificação dos pontos críticos do trânsito, estudo das rotas de transporte coletivo, levantamento sobre a necessidade de instalação de calçadas, meio-fio, abrigos e terminais de ônibus. Este trabalho deve ser concluído em até 60 dias.

"É um trabalho complexo, que possibilitará identificar e discutir soluções para uma série de problemas. O resultado será um novo conceito para o trânsito da capital", declarou a prefeita Teresa Surita.

A partir do diagnóstico da condição de mobilidade e acessibilidade da capital, a Prefeitura irá determinar as ações prioritárias. Entre as propostas já discutidas está a criação de pistas ou vias exclusivas para trânsito de motocicletas, instalação de ciclovias, organização do transporte coletivo, construção de novos abrigos de ônibus, calçadas com acessibilidade, criação de novas vias para escoar o fluxo de veículos e sinalização de trânsito.

Informações: BV News

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