quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Belém: Que tal mudar a concepção do BRT ?

25/02/2015 - Blog Espaço Aberto

Em sua prestigiada coluna no jornal "O Liberal" (dia 22 de fevereiro), o jornalista e diplomata Bernardino Santos levanta a bola para o prefeito Zenaldo Coutinho cortar. Informa up-to-date que o Ministério Público Federal vai analisar os impactos ambientais do projeto BRT – Icoaraci/Belém, via Augusto Montenegro. Alguém duvida qual será o resultado?

A rodovia Augusto Montenegro não comporta mais as intervenções viárias pesadas do projeto BRT. A via já é um caos sem obras, imagine-se com obras que precisam interditar pelo menos uma das pistas, senão as duas em algum momento. Não precisa ser técnico nem engenheiro para se chegar a essa conclusão. Basta trafegar de carro ou de ônibus pela dita via-crúcis.

Assim, caro Berna, estamos oferecendo uma sugestão de pauta para os senhores do destino de nossa maltratada cidade: investir os recursos porventura já locados para o BRT Icoaraci/Belém em uma baita linha fluvial Icoaraci/Belém, com terminais na Estação das Docas e no campus da UFPA. Em vez de ônibus (Bus), teríamos barcaças modernas cortando as abundantes águas que banham a metrópole da Amazônia (pode ter perdido o título para Manaus, mas não a sua majestade). Uma viagem altamente reconfortante ao mesmo preço do ônibus, bem diferente do estresse diário enfrentado pelos  nossos amigos de Icoaraci que estudam ou trabalham em Belém.

Alguém me ajuda a divulgar essa ideia? Quem sabe ela acabe sensibilizando os "homens que mandam" ou algum dos "notáveis" da Comissão dos Festejos dos 400 anos da cidade? Sei, os pessimistas irão dizer que os donos de ônibus jamais irão concordar com esse projeto, pois teriam prejuízos. Amigos, os donos de ônibus não são donos da cidade, que tem prefeito e vereadores, que precisam priorizar os interesses coletivos e difusos.

Ademais, os empresários do setor também precisam reciclar seus procedimentos, sem perder seus lucros. Basta que se reúnam em torno de uma cooperativa para explorar o novo ramo de transportes fluviais urbanos. Se viajar é preciso, mudar também é preciso.

Alguém duvida que também seria um passeio e nova atração turística?

Diário do Pará

Vereadora quer saber sobre obras do BRT

As obras do BRT na avenida Augusto Montenegro agora não mais em toda a sua extensão, alcançando Icoaraci, mas até a frente do estádio Mangueirão -, não devem começar em fevereiro porque o mês está acabando e nenhum prego lá foi colocado, como havia prometido o prefeito Zenaldo Coutinho.

Antes que nova promessa seja feita pelo prefeito, a vereadora Sandra Batista (PC do B) decidiu ontem cobrar, da tribuna da Câmara Municipal de Belém (CMB), as presenças dos secretários Adinaldo Oliveira, da Secretaria de Urbanismo, e Maisa Sales Tobias, da Mobilidade Urbana, a explicar aos vereadores qual a real situação dessas obras e como ficará a avenida quando as máquinas estiverem operando no local.

Quem passa diariamente pela avenida Augusto Montenegro não vê sinal algum da implantação do que seria a solução para o trânsito de Belém. A segunda etapa do projeto está parada, afirmou a vereadora no requerimento de convocação dos secretários.

O que mais chamou a atenção da população foi a declaração do prefeito de que as obras, somente do Entroncamento ao Mangueirão, terão um custo de R$ 263 milhões e conclusão prometida para o final deste ano. O problema desta nova informação é que o projeto inicial dava conta que o BRT iria até a entrada de Icoaraci. Precisamos de esclarecimentos do por quê há mais uma mudança no projeto inicial, cobra Sandra Batista, enfatizando que a população precisa saber onde e como seu dinheiro está sendo investido.

A vereadora desconfia das informações oficiais até agora oferecidas e teme que, em vez de uma solução real para o trânsito de Belém, tudo não passe de mais um paliativo. A etapa da avenida Almirante Barroso já sinaliza o caos que será na Augusto Montenegro. Zenaldo já tem mais de dois anos de mandato e Belém, observa Sandra Batista, continua sem obras públicas de destaque.

O arquiteto e urbanista Flávio Nassar, assim como a pesquisadora da área de engenharia de trânsito e transporte, Patrícia Bittencourt Neves, segundo a vereadora, devem participar, como convidados da sessão em que os dois secretários de Zenaldo serão questionados sobre a situação do BRT.

Outra questão, que já tem provocado polêmica, é quanto as 800 árvores que hoje ocupam o canteiro central da avenida. Nem o prefeito, menos ainda a Secretaria de Meio Ambiente, vieram até agora a público esclarecer como essa intervenção na avenida será feita sem o extermínio das árvores.

ZENALDO

O prefeito tem falado muito em seu programa de rádio que o consórcio ainda está finalizando o cronograma da obra. Procurado pelo DIÁRIO, ele não atendeu ao celular, mas tem dito no rádio que a obra do Entroncamento até o Mangueirão será combinada com uma linha fluvial entre Icoaraci e o Ver-o-Peso.

Ele disse que como a Augusto Montenegro é uma via de grande fluxo, com horários de pico em que há grande congestionamento, isso vai se agravar com as obras. Sobre prazo para concluir a obra, diz que isso não depende exclusivamente da prefeitura, mas também do financiamento federal.

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