quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Arthur Neto: implantação do BRT é prioridade para Manaus

03/11/2016  - Band - AM

O Bus Rapid Transit (BRT), projeto que contempla a construção de mais sete terminais de integração, quatro Estações de Conexões e 50 km de pista segregada para uso exclusivo do transporte público, será prioridade central no segundo mandato do prefeito Arthur Neto. 

O custo total da implantação do BRT é de cerca de R$ 1,2 bilhão, a proposta mais barata, segundo a Prefeitura de Manaus. 

Atualmente, o projeto está no Ministério das Cidades para aprovação e liberação de recursos e o projeto das intervenções viárias estão internados na Comissão Andina de Fomento (CAF). 

Dentro do projeto, o primeiro terminal a ser construído é o T6, no bairro de Santa Etelvina, zona norte. O trecho compreendido entre o terminal 6 e os cruzamentos da Max Teixeira e Torquato Tapajós, uma extensão de 7,4 quilômetros, será integrado ao BRT. 

A proposta contempla, ainda, a construção de viadutos, passagens de níveis, alargamento de pistas e construção de uma via exclusiva para ônibus, e que, segundo Arthur, deve durar cerca de 40 meses para finalizar. 

O projeto terá a frente o vice-prefeito Marcos Rotta. Ele será o responsável pelo gerenciamento de ações e informações de um projeto que envolve secretarias diversa, como explica o prefeito. 

“Nós temos que desencavar e avançar no projeto do BRT. O Marcos Rotta vai cuidar disso. Ele serà o coordenador dessa área de transporte e trânsito, coordenando os secretários no projeto. E como vice-prefeito terá todo espaço para nos ajudar a resolver ao longo de um mandato um problema grave que é o trânsito e transporte de Manaus”. 

O sistema BRT compreende dois corredores: o BRT Norte-Centro e o BRT Leste-Sul. Os dois eixos têm extensão total de 49,6 quilômetros que se somarão a outros 39,7 quilômetros de vias preferenciais. 

O primeiro a ser implantado será o Norte-Sul, que parte do T4 e desenvolve-se pelas avenidas Camapuã, até o T3, e daí pela Noel Nutels e Max Teixeira até o cruzamento com a Torquato Tapajós, onde será integrado ao fluxo que virá do T6, seguindo pela Torquato, Constantino Nery até o cruzamento da rua Leonardo Malcher. 

Neste trecho, serão construídos os T7, ainda na Max Teixeira, o T8 e o T9, na Constantino Nery, além das Estações de Conexão C4 e C1. Todo esse trecho desenvolve-se em dois sentidos. 

A partir deste ponto, o BRT Norte-Centro desenvolve-se em sentido único pelas avenidas Epaminondas, Floriano Peixoto, Getúlio Vargas e Leonardo Malcher, atingindo a Estação de Conexão 0 (C0). Nesse trecho haverá, também, necessidade de abertura de uma via complementar. 

Já o corredor Leste-Sul, que também começa no T4, desenvolve-se pela Autaz Mirim até o T5, percorre a Cosme Ferreira até a C3 que será construída nas imediações do Complexo Viário Gilberto Mestrinho, seguindo pela Rodrigo Otávio e Marginal do Igarapé do 40, até o Terminal 2, entre os bairros de Educandos e Santa Luzia, seguindo para a Manaus Moderna até atingir a C0.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

BRT Metropolitano depende de aval federal

15/08/2016 - O Liberal - PA

Há meses o Governo do Estado aguarda a cessão de trecho da rodovia BR-316 para a gestão estadual, para que um projeto de melhorias na via, interligando vários municípios, possa ser executado. Os recursos, inclusive, já estão garantidos. O Ministério dos Transportes, porém, ainda analisa o pedido e um grupo político do Estado faz de tudo para atacar o projeto para conseguir um feito inédito no Estado: privatizar a BR-316, que pode gerar inclusive cobrança de pedágio. Para o governador Simão Jatene, trata-se de mais uma manobra com motivação política, prejudicando o Estado. Abaixo, o governador fala sobre este assunto e sobre o BRT.

Porque investir no sistema de transporte rápido BRT na região metropolitana?

Jatene - Todos sabem que a rodovia que vai do Entroncamento ao município de Marituba, apesar de ser uma BR, BR-316, é um trecho urbano, de entrada e saída da cidade, utilizado por todos os que vivem na região metropolitana e por todos aqueles que vêm para a capital pela estrada. Pela própria dinâmica da região metropolitana e, lamentavelmente, pela falta de manutenção necessária em uma via dessa natureza, esse é um trecho que vive congestionado, onde se tem um número elevado de acidentes, se constituindo em um grande problema que é a entrada e saída de Belém, que se agrava gradativamente.
Esse é um tema da maior importância para todos nós, um desafio que está sendo estudado pelo Governo do Estado há algum tempo e chegamos ao projeto do BRT Metropolitano como um caminho para desafogar o trânsito, não só nesse percurso, mas em Belém, porque com isso se retiraria alguns dos veículos tradicionais na cidade. O projeto prevê tanto a estrutura necessária para implementar um sistema de ônibus rápido, como uma reforma completa do pavimento, com inclusão de ciclovias, calçamento padronizado e paisagismo, disciplinando melhor toda a estrutura , oferecendo um transporte mais rápido e de melhor qualidade, para atender  a população que diariamente tem que usar o transporte coletivo. É um projeto que muda toda sistemática da via atual.

Quando o governo do Estado começou o projeto efetivamente?

Jatene - Em 2012 começamos a negociar com o governo japonês uma operação de crédito, ou seja, um empréstimo para implantar o BRT no  trecho que vai do Entroncamento a Marituba e conseguimos a aprovação. No fim do mesmo ano estive no Japão assinando o contrato com o governo japonês, através da Jica, e com a presença do Governo Federal como instituição interveniente do acordo. Esse contrato exigia que a gente inicialmente fizesse o projeto do BRT e que esse projeto fosse feito através de uma concorrência internacional que faria a qualificação, pré-qualificação e elaboraria todo o projeto de engenharia, além do gerenciamento e supervisionamento das obras.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Antigo shopping popular é reformado e será terminal de integração de ônibus da capital

29/06/2016 - Rondoniagora


Quem observa de longe, nota a grande movimentação no antigo shopping popular de Porto Velho, localizado na Avenida Rogério Weber. Homens e máquinas dividem espaço para transformar o espaço que era utilizado por camelôs no novo e prometido terminal de integração de transporte coletivo da capital. A promessa é antiga e agora, às vésperas do início da campanha eleitoral, será cumprida. Segundo a Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte (Semtran), o planejamento começou há cerca de seis meses, mas a obra, de fato, há três. E o término, pelo menos parcial, ocorre nesta quarta-feira (29), porque no dia seguinte, começa a fase de testes e implantação do serviço. A inauguração é nesta quinta.

Toda a obra está sendo executada num mutirão que envolve várias secretarias. Obras, Serviços Básicos, Semtran, Emdur. Operários que limpam, plantam, lavam, pintam, raspam e asfaltam. Tudo em ritmo muito acelerado. O secretário da Semtran, Antônio Jorge dos Santos, acompanha o serviço de perto e garante que a obra trará mais conforto, segurança e qualidade para as pessoas que utilizam o transporte coletivo da capital. “Estamos organizando o sistema de transporte fisicamente. Todas as linhas de ônibus vão passar por aqui e ela poderá fazer a integração sem pagar mais pela passagem. Isso é uma grande conquista”, acredita o secretário.

A área, informa a prefeitura, é de 3.600m², somente a parte coberta. O local contará com acessibilidade para embarque e desembarque, com travessia de pedestre elevada, piso podotátil (faixas em alto relevo), sinalização, cerca de 40 bancos coletivos, divisão de áreas. Uma roleta será fixada para que o passageiro tenha acesso ao terminal e escolha o destino para onde deseja se deslocar. “A obra está a todo o vapor. Várias secretarias se uniram e na quinta-feira será entregue. Será o dia em que começaremos a fase de testes e de ajustes. No início, ainda não estará totalmente concluída, porque teremos que nos adaptar em alguns sentidos, mas logo estará muito melhor. Aqui será um ponto de referência. Além do serviço de integração do transporte público, também poderemos utilizar para campanhas educativas, exposições e atrações culturais”, acredita o secretário da Semtran.

A estrutura do shopping popular, adaptada agora para o terminal de integração de transporte coletivo, foi atingida pela enchente do Rio Madeira em 2014, e muitos camelôs perderam suas mercadorias. Os comerciantes foram transferidos para a Praça Marechal Rondon provisoriamente onde ficaram por cerca de um ano e oito meses. O barracão ficou abandonado. No final do ano passado, os camelôs retornaram para o lado de onde tinham os pontos e agora acreditam que o terminal de integração irá melhorar o movimento de clientes para eles.

“Todos esperamos que com esse terminal apareçam novos clientes. Já apanhamos demais e agora precisamos melhorar o movimento que não está bom. Somos 38 boxes”, comenta Antônio Ferreira. O mesmo pensamento tem Lúcia Célia. “Precisamos do movimento aqui. Sei que vai ser difícil o povo se acostumar a usar o terminal, mas com certeza vai trazer mais movimentos para vários setores”, acredita.

Para os passageiros, a novidade ainda é desconhecida, mas ansiosamente aguardada. “Eu nem sabia que ia ter isso aqui. Mas com certeza deve melhorar o espaço. Eu tenho carro, mas como é difícil achar estacionamento, sai mais barato andar de ônibus, então, quero utilizar bastante”, afirma o professor aposentado Valdecir Franco. “Vai melhorar bastante para os passageiros, mas espero que tenha segurança, já que é um local onde tem muitos usuários de drogas”, ressalta a recepcionista Michele Balbino.

O prazo para a conclusão da obra está próximo do fim. E ainda faltam parte da iluminação, sinalização, pintura, arborização e asfalto das pistas por onde os veículos devem transitar. Sobre o asfalto, o engenheiro Gabriel Paré, da Semusb, garante que toda a área será asfaltada ainda nesta terça-feira. “Vai dar tempo. Já estamos quase concluindo”, diz.

Integração

O terminal de integração será administrado pelo Consórcio do Sistema Integrado Municipal (SIM) de transporte coletivo em parceria com a prefeitura de Porto Velho, segundo o secretário da Semtran. No entanto, a forma como será feita a integração dentro do local ainda não está totalmente definida. Antônio Jorge diz que ainda definirá com a empresa se haverá um período limite para que o passageiro faça a integração dentro do terminal.

De acordo com o Consórcio SIM, atualmente “a integração funciona em qualquer parte da cidade para quem tem o cartão, desde que a pessoa esteja indo para rotas distintas e não voltando para o seu ponto de origem quando do embarque no ônibus. Essa integração em qualquer ponto da cidade continuará valendo mesmo com o terminal”. As novidades sobre o funcionamento do local, serão divulgadas após a inauguração e quanto o terminal estiver em pleno funcionamento

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Obras do BRT avançam em duas frentes

29/05/2016  - O Liberal - PA



Quem vive e trafega na Avenida Augusto Montenegro, entre o Entroncamento e a Rua da Marinha, já percebe as mudanças trazidas pela implantação do BRT Belém. Do salão de beleza, onde trabalha, o cabeleireiro, Virgílio Sousa, 33, observa as melhorias trazidas pela obra. “A gente já consegue ver que melhorou pelo calçamento, que era todo irregular ou nem existia. Agora, as pessoas têm onde caminhar ou correr. O fluxo do trânsito, também, melhorou bastante, comparado com o que era antes”, afirmou o cabeleireiro.

Entre o Entroncamento e o Mangueirão, além da construção do corredor do BRT, o trecho recebeu serviços de drenagem, pavimentação asfáltica e urbanização da via, com a implantação de novas calçadas, ciclovia e área com vegetação. De acordo com levantamento da Secretaria Municipal de Urbanismo (Seurb), restam apenas 800 metros de obra viária a ser executada. “Dentro dessa área, um trecho na altura da Rodovia Transcoqueiro foi interditado esta semana para realizar os serviços de remoção da pavimentação existente, terraplanagem e construção de nova pista, além de calçadas e ciclovia. A drenagem no local já foi executada”, explica o secretário de Urbanismo, Adinaldo Oliveira.

O trecho contará ainda com três estações, que estão em fase de finalização e aguardam cobertura, além do grande terminal no Estádio Olímpico, cujas obras estão avançadas. As plataformas de passageiros receberam piso, estruturas de cobertura e pistas. E as galerias, que darão acesso ao terminal, já receberam alvenaria, reboco e escadas de concreto.  Em breve, serão equipadas com escadas rolantes e elevadores.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Ministério dos Transportes freia o BRT

02/05/2016 - O Liberal - PA

O Governo do Pará aguarda apenas a autorização do Ministério dos Transportes para que possa iniciar as obras do BRT Metropolitano, que vai vai integrar a Região Metropolitana de Belém. No final de 2013, foi iniciado um processo licitatório internacional para a elaboração do projeto executivo e execução do gerenciamento da obra do BRT Metropolitano. E, em fevereiro de 2014, assinado o contrato com o Consórcio Troncal, vencedor desse certame. Esse consórcio é constituído por quatro empresas (duas brasileiras e duas japonesas), que desenvolveram o projeto executivo do BRT. “Assim, o projeto executivo já foi concluído. Atualmente, estamos apenas aguardando que o Ministério dos Transportes autorize o Governo do Pará a realizar essa obra, através de um Termo de Cessão de Uso, já que o trecho em questão é de responsabilidade do Governo Federal”, informa o governo estadual, por meio do Núcleo de Gerenciamento de Transporte Metropolitano (NGTM).

Com a cessão pela União do trecho de 16 km, que vai do Entroncamento até Marituba, essa parte da via será administrada pelo Governo do Estado, que executará obras para melhorar o antigo problema de engarrafamento no perímetro, facilitando a vida de milhares de pessoas. “Agora, estamos apenas dependendo do Termo de Cessão de Uso, pois já temos um contrato de financiamento com a JICA (Agência de Cooperação Internacional do Japão) assinado e recursos na ordem de 530 milhões já disponibilizados para a realização dessa obra. Inclusive, o pagamento efetuado ao Consórcio Troncal para execução dos projetos executivos foi efetuado com parte desses recursos. E mais: por conta deste atraso, o Governo do Estado já pagou pouco mais de um milhão de reais de taxa de compromisso, acarretando prejuízos ao Estado e consequentemente à sua população”, acrescenta o NGTM.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Estado vai construir BRT até Marituba, diz Simão Jatene

03/01/2016 - O Liberal - Pará

Em 2015, o Pará se destacou como um dos Estados que conseguiu encarar o ano da crise mantendo seu equilíbrio fiscal e financeiro. De acordo com o governador Simão Jatene, isso em parte se deu porque foi possível virar o ano de 2014 para 2015 com alguns recursos em caixa, valores esses que compensaram as perdas das transferências federais registradas no ano passado.

Para 2016, no entanto, Jatene admite que serão necessários ajustes mais duros e medidas de contenção, para garantir que o Pará continue com suas contas em dia. "Acho que os ajustes que vamos ter que fazer é na área da assistência, na área da previdência, porque consomem um volume grande de recursos. Muito cuidado também com a questão das contratações e o importante é que se nós não tivéssemos feitos isso, certamente teríamos estourado nossas contas”, declarou.

Em entrevista concedida à repórter Keila Ferreira, de O LIBERAL, Jatene faz um balanço do ano de 2015, fala sobre o momento político e econômico que o Brasil vive, comenta sobre os boatos envolvendo sua saúde, explica sobre a dificuldade de continuar alguns projetos, como o BTR de Belém a Marituba, que ainda não saiu do papel porque o Governo Federal não autorizou a realização de obras no trecho da BR -316, e diz que, para 2016, a orientação é garantir a continuidade das obras que já estão em andamento.

O governador também comentou sobre o fato de políticos envolvidos em escândalos de corrupção continuarem sendo eleitos e classificou como "saudável” a atitude do Ministério Público Federal de entrar com ações contra deputados federais e senadores que tenham registro oficial de sociedade em emissoras de rádio e televisão no Brasil. "O que é fato é que a sociedade se move pela informação que ela tem disponível e o que é fato é que vários políticos envolvidos recorrentemente em corrupção terminaram muitas vezes controlando os mecanismos de comunicação da sociedade ". Veja a entrevista:

Governador, vamos primeiros tratar do senhor, pois circula muito boato sobre a sua saúde. Como o senhor está? Está bem de saúde?

Eu me criei no interior, e no interior é cheio de história que eu faço questão absoluta de não esquecer. Tem uma história que é muito comum no interior que quando muita gente fala "o cara está morrendo”, é porque esse cara vai viver muito. Eu acredito profundamente nisso. Eu estou bem de saúde, tenho quatro stents, todo mundo sabe disso, faço atividade física com alguma regularidade hoje, seguro um pouco a alimentação, me cuido, não sinto nada no dia a dia. Graças a Deus estou bem. Se tem algumas pessoas que podem até, sei lá, não ficar muito felizes com isso, tem tanta gente que me encontra e diz que está rezando, orando, pedindo pela minha saúde, que acho que graças a essas orações, certamente, até os quatro stents que eu coloquei estão muito bem. Então, eu sou grato a todas as pessoas que se preocupam com a minha saúde. Isso para mim é mais uma demonstração de carinho e aumenta a minha dívida e a minha gratidão com a nossa gente, com o povo desse Estado.

Em um ano de crise, como o de 2015, em que houve redução dos repasses federais, quais projetos o senhor precisou adiar, deixar para o próximo ano ou outro momento?

A regra de fato que a gente assumiu esse ano foi dar continuidade às obras que já estavam em andamento. Eu acho que essa foi uma medida necessária e o resultado do ano mostrou que foi uma medida que precisava efetivamente ter sido tomada, sob pena da gente querer fazer tudo e terminar não fazendo nada. Foi graças a isso que a gente concluiu a Independência, que a gente fez a Ponte de Igarapé-Mirí, que a gente fez a ponto do Rio Curuá, foi graças a isso que a gente praticamente concluiu a PA-150, que é um eixo fundamental, sobretudo no trecho de Marabá para Belém, que é o trecho que é de responsabilidade do Estado, já que de Marabá para o Sul é uma rodovia federal. Tem um projeto que a gente gostaria de ter começado, mas não foi possível apesar de ter recurso, ter um projeto pronto, que é o BRT que vai do Entroncamento até Marituba.

É importante que toda a sociedade saiba que esse é um projeto que estamos trabalhando há três anos. Nós conseguimos fazer o projeto, conseguimos obter os recursos do financiamento, mas como a BR-316 é federal, eu preciso ter autorização do Ministério do Transportes para fazer a obra lá. Nós pedimos essa autorização há seis meses e estamos aguardando. Eu tenho expectativa que agora, em 2016, essa autorização sai, porque o Governo Federal não vai colocar nenhum tostão, não vai ter nenhum trabalho, eu só quero que ele me autorize a fazer uma obra que todos sabemos que é fundamental, porque a gente sabe que é caótica a entrada de Belém. E é bom que fique claro, não é só a construção de um corredor central. É um projeto de reconstrução, para repaginar toda a BR nesse trecho.

E por que o senhor acha que está demorando essa autorização?

Olha, eu não quero crer que seja por interferência política, mas eu já começo e as más línguas falam isso. Mas como eu não acredito em más línguas, eu prefiro ficar sem ouvir essas línguas. Eu estou esperando que o Governo Federal me dê uma resposta mais concreta, porque todas as vezes que a gente conversa, discute, me dizem: "Não, estamos com probleminhas internos, estamos resolvendo” e etc. Mas eu preciso licitar isso, porque é uma obra que vai levar uns dois anos e pouco e eu não quero crer que tenha gente querendo atrapalhar, pra gente não conseguir começar, pra não terminar obviamente no nosso governo ainda. Mas se eu tiver certeza disso, você pode ter certeza que eu vou avisar para a sociedade, porque é bom saber como ainda tem político que opera nesse Estado.

E quais são os principais investimentos previstos agora para 2016?

A gente conseguiu, em 2015, além de garantir um equilíbrio nas contas no sentido de pagamento de pessoal, investir alguma coisa em torno de um bilhão e trezentos mil. A orientação para 2016 é manter o equilíbrio das contas, até porque, o Governo Federal não só reduz a transferência, como cria despesas para que os Estados paguem. Exemplo disso é a questão do novo piso. Como você cria despesa para que os Estados ou Municípios paguem? Então, a orientação é manter o equilíbrio e garantir a continuidade das obras que estão em andamento.

Investimentos que a gente deve continuar tocando em 2016 e devem ficar prontos: Hospital Abelardo Santos, são nove andares em Icoaraci, é um belo hospital, faz parte dessa rede que a gente vem montando desde o primeiro governo e, cada vez mais, está ganhando musculatura e corpo; hospital de Itaituba, porque era uma região distante e não tinha nada próximo de alta e média complexidade; Perimetral, que está faltando um "pedacinho” só para acabar, mas a gente tem que trabalhar naquele trecho da avenida que foi praticamente ocupado pela população e quando eu falo de direitos e deveres, é disso que eu estou falando também, porque todo mundo tem direito a habitação, mas não tem direito também de, para fazer isso, ocupar o leito de uma avenida e proibir que milhares de pessoas possam transitar em condições melhores por ali e nós estamos discutindo uma forma de resolver isso.

A mesma coisa a questão da João Paulo II, que já está toda aberta e com a base feita. O Hospital de Castanhal deve continuar com os investimentos. Enfim, as UIPPs (Unidade Integrada do Pro Paz) nós devemos avançar em pelo menos umas 20 que estão em construção. A mesma coisa em termos de escolas, são várias escolas, algumas inclusive tecnológicas, que estão ficando prontas. O Banpará, a gente deve avançar na política que a gente teve de interiorização.

Para você ter uma ideia, quando nós assumimos para agora, praticamente dobramos o número de agências. Na história o Banpará tinha chegado a quarenta e poucas agências, nós já superamos 80 agências. Em quatro anos conseguimos ter mais agências do que o banco teve em toda a sua vida. Esses investimentos devem continuar e a expectativa é que isso continue gerando emprego, contribuindo para que a gente tenha renda e enfrentando essa questão do desemprego, que é uma questão séria.

Em 2015, o senhor conseguiu manter o equilíbrio fiscal do Estado, conseguiu pagar todas as contas. Para 2016, qual sua perspectiva?

Eu pretendo e espero que a gente consiga manter o equilíbrio, mas é bom que fique claro o seguinte: de 2014 para 2015, nós conseguimos virar o ano com algum recurso, mesmo sendo um ano eleitoral, por uma questão de responsabilidade. Obviamente, nós tínhamos a ideia de que 2015 seria um ano difícil, então nós trabalhamos muito no sentido de garantir uma certa poupança que nos permitiu ir compensando as perdas das transferências federais, que caíram muito, de forma recorrente, no ano de 2015. Nós conseguimos também alguns recursos extras, trabalhando com novas receitas para 2015.

Para 2016, vamos ter que trabalhar num ajuste mais duro, pelo lado da própria despesa. Eu acho que tem algumas medidas de contenção que precisam ser tomadas para que a gente não termine vivendo o que lamentavelmente alguns outros Estados estão vivendo e tiveram que atrasar pagamento de pessoal. Alguns começarão a pagar o 13º salário, pelo que eu estou sabendo, só a partir de junho do ano que vem, o que é uma coisa dramática e eu imagino o que os governadores e a própria sociedade estão passando. Então, eu espero contar com a compreensão da sociedade paraense de saber que tem alguns ajustes que nós vamos precisar fazer, sim, porque não existe mágica, não existe essa história do queijo de graça, alguém tem que pagar a conta.