sábado, 19 de novembro de 2011

Prefeitura de Belém lança licitação para ônibus sobre trilhos

19/11/2011 - O Liberal

Uma obra de R$ 400 milhões de reais que pode solucionar o problema diário de cerca de 600 mil pessoas em Belém, usuárias do corredor de tráfego que vai de Icoaraci a São Brás. Essa é a proposta de implantação do Bus Rapid Transit (BRT) em Belém, obra para a qual foi lançado ontem pela Prefeitura Municipal de Belém (PMB) um edital para uma licitação internacional, ou seja, empresas de todo o Brasil e do exterior podem concorrer e pleitear a execução da obra, que tem um cronograma de execução de 15 meses, caso seja realizada sem interrupções. O BRT é um sistema de ônibus sobre trilhos de alta capacidade que provê um serviço rápido, confortável, eficiente e de qualidade, concebido para servir pelo menos 45 mil passageiros por hora. 




Hoje existem em todo o mundo mais de 160 sistemas BRT operando ou em construção, por terem se tornado a melhor escolha para a mobilidade urbana em 23 países dos cinco continentes. Apesar da origem do BRT ser baseada em ônibus, o transporte tem pouco em comum com os sistemas tradicionais de ônibus. A maioria dos BRT’s implantados com sucesso, como em Curitiba (PA), opera com corredores exclusivos ou preferência para a circulação do transporte coletivo, embarques e desembarques rápidos, através de plataformas elevadas no mesmo nível dos veículos, entre outras vantagens. 

O prefeito de Belém, Duciomar Costa, afirma que lançou a licitação após ter a garantia de parte dos recursos pelo Governo Federal. Ele também foi buscar informações e modelos de uso do BRT, e diz que para Belém essa é a melhor opção em relação, por exemplo, à construção de um metrô.

"Muitas pessoas podem perguntar porque não um metrô, mas essa opção, por ser uma obra de alto impacto ambiental, só tem sido adotada por muitas cidades que realmente não possuem mais outras alternativas. No caso desse corredor da nossa capital, o BRT é perfeitamente viável e não apresenta impactos ambientais, sendo inclusive muito menos prejudicial ao meio ambiente que os ônibus tradicionais que hoje circulam ao longo da rodovia Augusto Montenegro até São Brás", ressalta o prefeito.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

PMB implantará projeto Ônibus de Trânsito Rápido

08/11/2011 - Diário do Pará

O custo estimado do projeto é R$ 400 milhões

A Prefeitura de Belém inicia ainda este mês o processo licitatório para a implantação do projeto do Ônibus de Trânsito Rápido, os chamados ônibus como BRT (Bus Rapid Transit).

O BTR é um sistema alternativo de transporte público cujo objetivo é viabilizar o deslocamento rápido dos passageiros por meio de estações de transferência e corredores exclusivos de ônibus. A obra do BRT de Belém, após vencidos todos os trâmites, deve ser concluída em até 12 meses. A obra inclui ainda a construção de um elevado na área do Entroncamento, o que deve garantir melhor fluidez do corredor exclusivo de ônibus que será criado.

O secretário municipal de Habitação, Oswaldo Gonzaga Santos, explica que o projeto será financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Serão R$ 370 milhões mediante uma contrapartida da prefeitura em torno de R$ 30 milhões.

Segundo o secretário, Belém se encontra numa situação de caos no trânsito que era prevista para 2025, mas que já é uma realidade em 2011. “Estamos buscando alternativas para resolver esse problema. Nossa preocupação maior é com Icoaraci, pois a Augusto Montenegro se tornou um verdadeiro canteiro de obras (de conjuntos habitacionais)”, explica.

SERVIÇO

Oswaldo detalha que o serviço de ônibus BRT tem vantagens sobre os sistema de transporte coletivo comum. “Estes veículos possuem corredores exclusivos, com uma calha de trafegabilidade e consegue atender um grande número de pessoas. Os embarques e desembarques são mais rápidos porque são feitos em plataformas elevadas no mesmo nível dos veículos”.

O sistema de ônibus BRT possui características semelhantes aos sistemas mais modernos de transporte urbano sobre trilhos, mas com um diferencial importante: representa 20% do custo de implantação de um metrô de superfície e as obras necessárias são muito mais rápidas.

O serviço deverá ter uma tarifa diferenciada, mas cujo valor será calculado e estudado pela CTBel, diz Gonzaga. “Não será algo como uma passagem de R$ 10. Queremos algo que seja interessante para o empresário, mas que não sangre ainda mais os baixos salários da população”.

Empresas concessionárias de transportes coletivos serão orientadas pela Prefeitura de Belém sobre o novo projeto. “Vamos dar a chance para aos empresários conhecerem o projeto e ver como ocorre em cidades como Curituba e Bogotá. Gonzaga acredita que após o trâmite do processo licitatório deverá ser concluído em até 60 dias e logo no início de 2012 as obras deverão ser iniciadas.